29/11/2016

Fidel Castro, o revolucionário mais icónico do século XX

Curto e claro

Numa das suas últimas intervenções públicas, no encerramento do Congresso do Partido Comunista Cubano, Fidel Castro falou da sua morte:

"Em breve vou fazer 90 anos. Isso nunca me tinha passado pela cabeça e não foi fruto de um esforço. Foi capricho da sorte. Em breve serei como todos os outros. A vez chega a todos, mas ficam as ideias dos comunistas cubanos como prova de que neste planeta, se se trabalha com fervor e dignidade, se podem produzir os bens materiais e culturais de que os seres humanos precisam e devemos lutar sem trégua para os obter”.

Na manhã de hoje, Fidel Castro será cremado. Reduzido a cinzas, passará a ser como todos os outros. Mas não foi como todos os outros. Nenhum como ele tentou um desenvolvimento independente contra um bloqueio desumano, de um vizinho forte, que já tinha feito de Cuba o bordel da América.

Violentamente odiado por uns, apaixonadamente amado por outros, é agora como todos seremos. Deixem que a história arrefeça para o julgarem e respeitem-lhe a morte.

Hoje, milhões de crianças morrerão com doenças que poucos dólares curariam. Nenhuma será cubana.
Hoje, milhões de crianças ainda não vão à escola. Nenhuma será cubana.
Hoje, milhões de crianças dormirão na rua. Poucas serão cubanas.

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